Da culinária conventual, surgiram verdadeiras obras de arte, delícias que guardavam os segredos de mãos hábeis e havidas por mostrar aos outros capacidades invejáveis de despertar desejos.
O “pecado da gula”, dir-se-ia que seria o primeiro dos desejos, de tão fácil se tornar confundir o prazer de viver com o de comer.
Para uma freira que vivia uma vida de clausura, entender o mundo exterior seria certamente difícil, mas no recato das cozinhas, muitas se sentiram no seu mundo e a esse dominavam-no como ninguém.
Foi a pensar neste conceito de mundo próprio, fechado em si mesmo e em desejos também muito próprios, que surgiu a ideia de imaginar uma superfície Marciana e de lhe adicionar o desejo de muitos, que seria encontrar água. Muitos cientistas, tal como as freiras, vivem hoje enclausurados no seu mundo, vigiando de perto o planeta vermelho e procurando encontrar vestígios do bem essencial para a existência de vida. E na verdade, tudo o que estes vão descobrindo, também nos outros pode despertar prazeres.

No trabalho “Mars with water”, foram usadas várias técnicas, que procuram criar uma noção de terceira dimensão.
A concepção da geologia desta superfície marciana pretende apenas dar uma noção de grande diversidade, com montanhas, crateras, lagos, canais e rochas.
Uma plataforma idílica, onde predominam fortes contrastes cromáticos, característica que procuro manter em todos os meus trabalhos.

0 comentários:
Enviar um comentário